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Loquela

ESCAPETWO

Loquela

Cheguei, parti / Parti com cinismo
Pensei na dor / A dor que nunca acabou

Sei o mal do meu mundo / A decepção dos meus sonhos
A razão das minhas lágrimas / A certeza aguda da minha partida

Tentei, iludi / Sorriso amarelo sorri
Indignado existi / No fim da linha me vi

Lutei caindo no abismo / A batalha do apocalipse
Voei saltando nas nuvens / O voo do jovem Ícaro

Poder escapar / Sem questinar o mundo
Tantas vidas mudar / E minh’alma jamais entender

Original: Sáb 27 Abr 2013 – 23h59min

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O porvir

O Porvir

Não precisa mentir, não precisa fingir
O que precisa é sorrir, precisa agir

Não precisa sumir e contrair
Só precisa desistir, não antes de assumir

Querer voar, cantar e voltar
Pra singularidade olhar e analisar

Agradecer sem acenar
Agarrar sem contestar

Correr das máscaras de véu
Fazer os dias ao léu

Pra viagem continuar
E um amplexo esperar

Solidão, que nada, meditar
Fortaleza é tudo, sonhar

Poder ir, contribuir, deferir
E um novo mundo exibir

A dor traduzir e emitir
O sofrimento calado a ouvir

Original: Sex 26 Abr – 18h45min

Livro ”O Eterno Menino”

”Eu queria ser forte, mais forte do que eu penso que sou. Às vezes eu queria ter algum pingo de ruindade no coração e fazer vingança, queria ser um garoto terrível e poder passar o medo para quem me olhasse, mas, na verdade, eu era apenas um mero menino, com muito amor intrínseco, que gostava de acreditar no que já estava estampado ser uma grande mentira, que fingia não ver o que era a verdade e que mesmo pisoteado, fraco e confuso, incrível e incansavelmente, prosseguia cometendo os mesmos erros do dia precedente.” – O eterno menino

CAPA-LIVRO-DM5-480

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O monstro

O monstro

Essa vida é muito complexa e isso é tão óbvio que dá até arrepio
Não consigo acreditar que eu fui pego nessa parada chamada amor
Todos dizem que complicamos tudo mas não é bem assim
Há sentimentos, não somos meros bonecos de pano e sem corações
Mas certamente não somos capazes de entender isso por completo
Outros poetas já tentaram e um deles deixou a pergunta no ar:

Quem inventou o amor?

Durante essa grande jornada eu ainda não achei a resposta
Amar era pra ser bom, bom pra mim e pra você
Mas nem sempre é assim, o amor também dói
Ele toca no profundo da alma onde ninguém pode ver
Ele destrói e deixa marcas permanentes, cicatrizes incuráveis
E o tempo não apaga, ele só nos faz esquecer

Eu fujo todos os dias mas esse amor me faz voltar e tentar de novo
Mas não sou nenhum dos heróis das histórias, eu me canso
E agora é a hora de parar
Não estou cansado de persistir mas eu não quero continuar sofrendo
Eu já fui feliz, nós já fomos felizes e nenhum tolo ouse dizer que não
Eu estou destruído e quero dormir, acordar num outro lugar distante

Um lugar onde não exista você

Sair do ar, ficar sem radar, partir pra outra frequência
Não te quero mais e isto é tão forte, fala alto aqui dentro de mim
Não era pra ser assim
Você virou um monstro que atormenta minha capacidade de amar
Um monstro mais forte que eu, um monstro tão fraco sem mim
Será que raptaram seu coração? Então eu quero de volta o que é meu

Nessa contradição de idas e voltas você fechou a porta e eu…
Eu não quero mais você, já te perdi tantas vezes e sei do gosto amargo que tem
As águas me submergiram mas eu voltei e você não me ajudou
Então eu chorei por minhas expectativas frustrantes
Hoje eu te perdi de novo e não preciso disso amanhã
Só preciso mesmo é saber de uma coisa

De onde vem os monstros?

Título original ”De onde vem os monstros?”
Original: 24 Fev 2013 – 19h51min

Possibilidades

Possibilidades

Ah, os dias!
A fragilidade do ser humano é bem perceptível e
quando se deparam com um gigante revés,
percebem que são humanos capazes e incapazes.

Melhores amigos se tornam piores rivais;
Amor vira rancor em uma sopa de letrinhas;
A paz se encontra com o caos em meio ao desespero;
Os sorrisos que lançam concedem espaço ao choro.

As lembranças são apagadas pelo tempo e o tempo…
Ah, o tempo! Velho conhecido citado em muitos ditados,
ele nunca cura nada, só tira o incurável de cena,
mas a dor é miseravelmente memorável.

Se enchem de bravura e se acham belos,
mas ultimamente seus brios são trocados
por dúvidas amargas e azedas
que os fazem bons idiotas previdentes.

Quando o dia vira noite seus atos são confundidos;
Anseiam por doses de carinho real na veia,
ternura ominosa e harmoniosa do abandono,
piedade sarcástica de uma amizade infiel.

Troçam da queda da coragem
que obscura beijou a lona do medo;
O suor do dia a dia não tem mais o seu valor
e com um movimento de mão premem a tua dor.

E o aperto no coração? Precisam dele?
Se eu pudesse eu pegava a dor,
colocava em um envelope e devolvia ao remetente.
Saudoso Mário Quintana, um mestre.

Querem classe, mas não de elegância;
Querem é postura, palavra firme, ordem fiel.
E eu? Eu quero é dormir!
Sonhar com a folclórica dança do Flamenco.

Sempre há alternativas, e quem vai discordar?
Por mais que olhem pra frente,
alguma coisa lá atrás os fazem voltar;
Giram em torno do Sol mas querem o solo de Marte.

Dê valor e ame enquanto puder
porque um dia eu não estarei mais aqui.
Ninguém é tão forte o suficiente para seguir
sem ao menos descansar.

Readaptação para o livro ”O Eterno Menino” de Leonardo Otaciano
Original: Qua 9 Jan 2013 – 21h01min

O fundo do copo

O fundo do copo

Por que as coisas nunca parecem mudar?
Nunca parece que dá certo pra mim e isso me mata
Estou sumindo, sufocando-me dentro de um copo
Parece que eu esqueço tudo a minha volta, mas será?

As pessoas não percebem mas estou sofrendo
Tudo o que eu quero é poder ser visto por você
Olhe nos meus olhos e diga-me: ”-Vá embora!”
Pode ser doloroso mas será o ponto final, ”o fundo do copo”

As pessoas não percebem mas preciso de ajuda
Estou acabado, quero uma corda que me puxe à superfície
Preciso respirar um ar novo, um ar purificado
Você agora só me polui e sabe disso, mas continua

Por que as coisas nunca parecem dar certo?
Trezentas faces e nenhuma delas é a minha
Pra que tudo isso? É só você mudar e vir
É só você querer e vir me salvar, só você pode

Muitas perguntas e nenhuma resposta pra mim
Estou caído, sem forças ouvindo suas promessas e só
Olhando pro céu numa noite de incertezas, será que você pensa em mim?
Eu não aguento mais, vou parar, não vou repetir tudo de novo

Promessas jogadas ao vento, vejo muitas flores na água
Vejo seu sorriso e sua tristeza, por que você me faz isso?
O mundo não pode medir o meu amor por você
E você faz questão de querer me perder todos os dias

Sim, você vai perder, e quando isso acontecer?
Eu estarei morto, morto por dentro, morto por fora
Mas as pessoas vão me ver, vão me perceber, vão me ajudar
Vou morrer! Morrer pra você, só porque você pediu, só porque te amo

Título original ”Por que minhas forças não acabam?”
Original: Qui 14 Fev 2013 – 0h21min